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terça-feira, 1 de maio de 2012

quarta-feira, 12 de outubro de 2011



Perto de 170 pessoas foram Baptizadas na Umbanda dia 08/09/2011 em Viana do Castelo.Sentimentos, emoções, amor, magia e consciência do que estavam a viver...

















Ao Mistério Exu do Ouro








Vitalizador da Prosperidade,

Elo Guardião do Amor Universal,

Fonte da Vida e Riqueza do Ponto Mineral,

Clamo a ti, Mistério da Criação.

Ajude-me a transpassar as paredes do ego, do orgulho e da vaidade que alimentam os vícios humanos, estimule em mim as virtudes, concebendo-as em todos os sentidos,

Para que eu possa enxergar as minhas riquezas interiores e esgotar as minhas pobrezas interiores e exteriores.

Ajude-me a trilhar um caminho virtuoso e rico, pelos princípios do amor incondicional.

Traga Luz às minhas trevas interiores e leve-as à Luz da verdade.

Mostre o caminho do meu pão,

Para que ele não me falte à mesa,

Mostre o caminho do meu trabalho profissional,

Para que meu corpo e a minha mente não fiquem ociosos perante a minha jornada carnal,

Mostre o caminho da minha espiritualidade,

Para que eu possa alimentar o meu espírito e não deixá-lo adormecido para as Verdades Divinas.

Mostre-me que os bens e ganhos materiais são recursos que fazem parte da minha evolução, como energia movimentadora da matéria.

Que estes bens adquiridos jamais se tornem chumbo em minha caminhada,

antes disso, que eu os sutilize, usando-os também para ajudar meu próximo.

Que eu aprenda e manifeste em minha vida que quanto mais ajudo ao próximo mais o universo em Vosso Mistério reverte em prosperidade à minha vida.

Abra a minha prosperidade, mas também abra a minha capacidade de pensar e raciocinar de maneira próspera.

Ensine-me o relacionamento individual e pessoal, pois cultivando o amor próprio estarei apto a amar ao próximo.

Faça brilhar a Luz do ânimo e da boa vontade e

Corte em mim o hábito da reclamação e do desânimo.

Que a cobiça aos bens alheios não faça parte dos meus sentidos.

Faça-me reluzir como pedra preciosa, afastando o falso brilho da injúria e da inveja.

Brilhe no meu interior para que eu possa iluminar e guiar aqueles que estão presos

Na escuridão e distantes do Conhecimento Divino.

Brilhe no exterior, para que esse brilho traga consciência e arrependimento

àqueles que me querem e fazem mal.

E sendo assim, que esta encarnação seja abençoada pela Sua Manifestação

em meus sentidos e que sejamos transbordados pelo Seu Mistério.

Que o Ouro de Mamãe Oxum e o Ouro do Amor e da Prosperidade

sejam vitalizados em minha vida através de ações e momentos virtuosos.

Laroyê Exu do Ouro!

Exu do Ouro Modjubá!

(Por Jorge Scritori e Alexandre Cumino)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

COSME e DAMIÃO



"Os anjos lá no céu cantavam.
Estrela D'Alva clareou.
Saravá Cosme e Damião
Nesse terreiro Oxalá lhe abençoou"



Na Umbanda, manifestam-se espíritos que pela natureza encantam e alegram todo o ambiente, trazendo aos presentes uma sensação de pureza, alegria e paz.
É praticamente impossivél não ser contagiado com a ingenuidade de alguns espíritos que lhe pedem a bênção, beijinhos e guaraná. Esses espíritos compõem a Linha de Trabalho das Crianças, ou Ibejada - como são conhecidas em alguns templos de Umbanda.

...Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria, da honestidade e da pureza. Apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objectivo com uma força imensa, actuam em qualquer tipo de trabalho, ajudando-nos a voltar acreditar no sonho e na fantasia, e a redescobrir a nossa criança interior. Através da simplicidade e da inocência, tão caracteristicas da criança, estes guias de luz ensinam-nos, que a vida pode ser muito mais simples e fácil do que por vezes a entendemos, e que para isso, ás vezes, basta desejar, ter vontade e acreditar, que tudo é possivél, pois a realidade de cada um de nós depende do que desejamos e construimos para nós próprios (....)

Cosme e Damião são dois santos católicos que, no processo de sincretismo religioso acontecido no Brasil, ficaram conhecidos como os representantes da linha das Crianças. Muitos espíritos inclusivamente apresentam-se com os nomes de Cosminho, Cosme, Damião, entre outros. Quando ocorreu o processo de sincretismono Brasil, os negros oriundos da África associaram as figuras de São Cosme e São Damião aos Orixás Gémeos cultuados sob o nome de Ibeji, que significa " dois gémeos"

A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeji, comemora-se a 27 de Setembro e é concorrida em quase todos os Templos do Brasil.....

São Cosme e S. Damiao,
Que vossa inocência e simplicidade
Acompanhem e protejam todas as nossas crianças.
Que a alegria da consciência tranquila
que sempre vos acompanhou,
repouse também em meu coração.
Que vossa protecção, Cosme e Damião,
conserve meu coração simples e sincero,
para que sirvam também para mim as palavras de Jesus.
"Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles è o reino do céu".
Salve Cosme e Damião.

Fonte: Doutrina de Umbanda - ATUPO

sábado, 18 de setembro de 2010

Entrevista Visão - ATUPO



E se lhe disserem que há uma mão lusa nas demonstrações de Umbanda e Candomblé que se multiplicam no nosso país? VEJA AQUI AS FOTOS COM SOM e leia a reportagem na VISÃO.





Elementos da Associação Templo de Umbanda Pai Oxalá (ATUPO) fazem a festa recorrendo a um dos seus rituais: homenagem ao baiano nordestino. O rufar dos tambores convoca as "entidades" que irão possui-los. Pai Cláudio encarnará no baiano Pé de Vento. É uma festa cheia de energia, em que os 11 mediuns e restantes elementos da ATUPO cantam músicas nordestinas, dançam, rodopiam e as palmas são uma constante. O cruzamente entre a religião dos antigos escravos africanos e o catolicismo está visivel na mistura das preces ancestrais com a oração Pai Nosso.

Entrevista ATUPO

Fonte : Revista Visão

Acção Social da A.T.U.P.O - A " Cesta Básica"

O Grupo da Cesta Básica foi criado em 2001, tendo como principal objectivo oferecer apoio social à famílias carenciadas, não só famílias que frequentam a Associação Templo de Umbanda Pai Oxalá (ATUPO), mas também aquelas cuja realidade social é vulnerável e que de alguma forma, chegam até nos pedindo ajuda.
Este apoio, promovido ao longo destes anos, só tem sido possivel atraves do esforço grandioso de solidariedade por parte de todas as pessoas que frequentam a ATUPO e que comungam deste sentimento maravilhoso de partilha tão caracteristico dos umbandistas, ou não fosse a caridade um dos principios mais importantes da Umbanda, se não o mais importante. A todos eles fica aqui uma palavra de gratidão, de agradecimento por dividirem/participarem conosco (n) esta missão. É de louvar todo o esforço realizado ao longo destes anos, por todos aqueles que contribuem para fazer com que, quem hoje precisa amanhã receba, pois nunca podemos esquecer que hoje somos nós a estender a mão alguém, amanhã podemos ser nós a precisar que alguém que nos estenda uma mão.Um dos grandes serviços prestados por este grupo é a distribuição de alimentos,mais precisamente
produtos não perecíveis, que são levados mensalmente a cada familia de apoio.

A distribuição dos alimentos pelas famílias é precedida de
uma repartição dos mesmos, em função do numero de pessoas que compõe cada agregado familiar.Um dos grandes objectivos do Grupo é conseguir assegurar cada vez mais o apoio ao nível da alimentação ás familias, mas também criar um grupo de acompanhamento das dificuldades do agregado familiar. Através da aproximação á realidade das familias, pretende-se contribuir para a sua emancipação e autonomia. Existe um grande esforço para que, cada vez mais, se consiga dar resposta a todas as solicitações feitas pela familias.
É de grande importância o contributo de cada um, para que este apoio consiga, cada vez mais, chegar a quem dele precisa. Segue-se uma lista dos alimentos : arroz, massa, açucar, feijão em lata e me pacote, leite, cereais, papas para criança, enlatados, bolachas, azeite, óleo, sal, farinha, polpa de tomate, doces, chocolate em pó, café soluvél, vinagre, productos higiénicos, etc.A todos que contribuem para o pão nosso de cada dia:

MUITO OBRIGADO!


Fonte: Jornal Fundamento

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Achar Menos e Ouvir Mais

Muito quer ser dito, pouco se quer ouvir.

Muito quer ser ensinado, poucos querem aprender.

Muito quer ser mostrado, pouco quer ser visto.

Muito quer ser dado, poucos querem receber.

Muitos falam, muitos apontam e muitos criticam, mas são poucos que conseguem enxergar aonde estão seus erros, não adianta pedir ajuda, conhecimento e perdão.

Muitas vezes escutamos os pedidos de socorro, porém nem sempre podemos socorrer.

Nem sempre sabemos o momento exato de lhes aconselhar, pois para que saibamos é preciso que o corpo esteja em sintonia e harmonia com a alma, com o pensamento e com o coração.

Então é nesse momento que nossa presença é ignorada e muitas vezes julgada.

A culpa é de quem? Será que nós não os amamos? Será que nós não os escutamos? Será que nós não queremos os ajudar?

Não, não é isso, apenas nos calamos com as nossas tristezas, tristezas essas de ver um filho amado se perder no orgulho, na arrogância, na vaidade, no esquecimento de seus deveres espirituais, deveres esses que não foi imposto por nós, não pedimos nada além de vocês estarem com o corpo e mente livres para executar o que na Terra vocês escolheram, que é servir a uma casa de caridade e permitir que nós façamos á caridade.

Para nós não é preciso tomar banhos, fazer preceitos longos, acender velas, fazer orações se a alma e a mente não estiverem limpas e felizes.

Sabem como se limpa a alma e a mente?

Expurgando de vocês os pré-julgamentos, a vaidade, as incertezas do que se é visto. Nem sempre tudo que se vê é o certo.

Ser humilde não é andar de cabeça baixa e falar baixinho, ser humilde é reconhecer que errou e pedir perdão, é parar de falar de algo que vocês ACHAM que estão certos, quando o próximo tem a CERTEZA.

Vamos achar menos e ouvir mais, para que no decorrer de suas encarnações vocês tenham mas certezas.

Somos as armas e junto a vocês formaremos um exército para enfrentar qualquer batalha.

Caboclo Pena Branca

Importante e Essencial

Importante e Essencial

Viver é importante.

Viver bem é essencial.

Ser honesto é importante.

Ser honesto consigo mesmo e com os outros é essencial.

Perceber é importante

Compreender a percepção é essencial.

Lutar é importante.

Lutar por uma causa justa é essencial.

Ser médium é importante.

Ser um bom médium é essencial.

Cada um sabe de si e tende a julgar os outros por critérios que favorecem a si mesmos.

Ser justo é importante.

Não julgar é essencial.

No caminho que vocês escolheram, já era sabido por todos, haverão espinhos, mas haverão flores também.

Se vocês permitirem que os espinhos sejam mais importantes do que as flores, certamente se cansarão do caminho.

Decidir é importante.

Perseverar é essencial.

A responsabilidade pesa de maneiras diferentes para cada um, pois ela está de acordo com as aspirações de caridade de cada um.

Fazer caridade é importante.

Ser caridoso com o irmão é essencial.

Os trabalhos não estão aumentando, vocês é que estão se capacitando para trabalhar mais.

Ser médium é importante.

Estar disponível verdadeiramente é essencial.

É essencial ser bom médium, ser caridoso, ser perseverante, não ser juiz e ser honesto.

É essencial saber e ter a certeza de que esta é a Casa que irá atender os seus ideais.

Caso tenha dúvidas, medite sobre isso sinceramente, busque auxílio nas entidades que trabalham com você. Mas faça isso em silêncio! Ouça o seu coração! Se ele for verdadeiro lhe dará a resposta.

Importante é estar aqui.

Essencial é estar aqui e somente aqui.

Importante é que estar aqui seja importante para você.

Essencial é que estar aqui seja essencial para você.

Importante é ser da Casa.

Essencial é Ser A Casa.


Mensagem publicada no Livro Umbanda - Mitos e Realidade

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pedido a Oxalá

Eu vou fazer um pedido a Oxalá
Nossa Srª entregue ao meu redentor
Peça que mande mais um pouco de amor
Pra cobrir esse seu mundo que está chorando de dor

A natureza pede pra sobreviver
Quem sente sede compra água pra beber
Quem sente fome não tem mais o que comer
Seu nome é chamado em vão, ninguém sabe no que crêr

Diga que a cachoeira de Oxum secou
Que as pedreiras de Xangô já foi quebrada
Que os passarinhos não tem mais onde morar
Pois, a mata de Oxóssi já foi toda derrubada

Diga que a fé já não é mais infinita
Na caridade as almas não acredita
Que os Orixás é usado pra riqueza
Diga que não tem valor a força da natureza

Pai tem piedade desses pobres filhos seus
Que quer ser dono do reino dos Orixás
Dono da terra, mata, rios e cachoeira
Mas tudo isso aqui é seu, ninguém foi aí comprar


Autor: Mestre Pedro

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Saravá nosso Pai Ogum



Nesta casa de guerreiro, Ogum
Vim de longe pra rezar, Ogum
Rogo a Deus pelos doentes, Ogum
Na fé de Obatalá, Ogum


Ogum salve a casa santa, Ogum
Os presentes e os ausentes, Ogum
Salve nossas esperanças, Ogum
Salve velhos e crianças, Ogum

Nego velho ensinou, Ogum
Na cartilha de aruanda, Ogum
E Ogum não esqueceu, Ogum
Como vencer a demanda, Ogum

A tristeza foi embora, Ogum
Na espada de um guerreiro, Ogum
E a luz do romper da aurora, Ogum

Vai brilhar neste terreiro, Ogum

Saravá Pai Ogum


Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.

É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.

A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.

Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.

Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.

Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.

É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .

Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë)

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.